terça-feira, 19 de abril de 2011

Fakes, como eu os odeio. Apenas um manifesto sobre este absurdismo da internet

Ultimamente o mundo cibernético está lotado de fakes. Fakes mentem, fingem, mostram personalidades perfeitas que não existem ou ainda que são completamente manipuláveis. Fakes mostram um comportamento supremo da vontade do ser humano sobre o ‘parecer ser’. Afinal, quando a coisa aperta de verdade, ele simplesmente desveste aquele avatar e pronto: conectado ao mundo real – ou nem tão real assim.

Eu compararia o fake a uma mulher photoshopada: simplesmente não tem graça. Aquela cinturinha e aqueles peitões não existem! O fake É superficial, todas as palavras são medidas e calculadas. Toda a ação leva a uma reação lógica, calculada e planejada. Não há a face para te desmentir, a gagueira na hora da verdade, não. Há o teclado, o MSN e o blog. Lá tudo rola perfeitamente, sem falhas, desvios, defeitos, nem nada.

Quem está por detrás de um fake costuma cometer falhas patéticas. Textos prontos, opiniões vazias, lotadas de lirismos na escrita. Algo que impressiona. Farsas em um álbum de fotografias ‘cult’, uma música ‘cult’ e até cigarros ‘cult’. O fake, no momento da verdade, treme. Ele encara a vida de lado e se absorve em seu mundo cibernético, lotado de bolachinas recheadas e pacotes de Ruffles, regados a coca-cola 2l.

Fakes podem ser adoráveis, pois todos eles dizem exatamente o que tu queres ouvir; todos eles serão seus melhores conselheiros, melhores amigos e, dentro da cabeça de quem os ouve, até seus melhores amantes.

MENTIRA, cara dona de casa que lê este manifesto!

Porém este é um comportamento aceitável do ser humano. Por quê? Pois ele exprime a vontade básica do ser humano: ser quem tu não é em ao menos um momento da vida.

PS: este blog será caracterizado por xingamentos ao normalismo do dia a dia. Este blog não é normal, leitor. Este blog é brigão!

Próximo capítulo: corneteiros de apartamento.

Um comentário:

  1. Huumm um blog. Que bom! Espero que tenha sucesso. É bom colocar os pensamentos pra fora, de alguma forma...

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